Boletim #66 (19 de março de 2021)

Somos Coimbra defende que o “Anel à Pedrulha” é uma solução estruturante e prioritária para a cidade

O “Anel à Pedrulha” é uma solução estruturante e prioritária para a cidade

A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) submeteu à aprovação do executivo uma proposta de ligação entre as Circulares Interna e Externa, através do Hospital Pediátrico, que não é compatível com o traçado do “Anel à Pedrulha”, projetado em 2012 pela Grafermonte, por encomenda da Câmara Municipal. O Somos Coimbra entende que a ligação agora proposta, que resulta de um projeto antigo, de 2002, para além de não garantir a indispensável continuidade de traçado com o “Anel à Pedrulha”, é cara, tem problemas ambientais graves, e construída de forma isolada, não resolve nenhum problema de trânsito da cidade. O “Anel à Pedrulha”, esse sim, representa uma melhoria estrutural para Coimbra, facilitando as ligações entre as zonas norte e o centro e zona sudeste da cidade. Trata-se de uma ligação rodoviária com perfil caracterizado por 2 faixas de rodagem que nasce na N111 (a "estrada da Geria"), passando pela Pedrulha e Lordemão, ligando, na zona do Hospital Pediátrico, à circular externa e depois à circular interna, através de um traçado bem diferente e ambientalmente mais favorável comparativamente àquele que é agora ressuscitado. 

A proposta apresentada pelo Partido Socialista não terá qualquer impacto positivo no funcionamento do congestionado nó da Casa do Sal/rotunda da Fucoli, pelo que os cerca de três milhões de euros que se prevê que custe serão um enorme desperdício.

O Somos Coimbra apenas apoia a construção da ligação entre as Circulares Interna e Externa, desde que devidamente compatibilizado com o traçado projetado e integrada numa calendarização faseada para a construção de todo o "Anel à Pedrulha".

Ler intervenção na íntegra aqui.

O Movimento Somos Coimbra mantém inteira independência

Muito se tem especulado sobre uma alegada perda de identidade do Somos Coimbra em função dos entendimentos pré-eleitorais que foram alcançados e estão ainda a ser trabalhados, no sentido de construir uma vasta plataforma/coligação inovadora para vencer as eleições autárquicas e desenvolver Coimbra, respeitando todos os que a integram e conforme aquilo que a legislação eleitoral obriga. Por esta razão, entendemos que os nossos simpatizantes e seguidores nos merecem uma palavra tranquilizadora.

Queremos afirmar categoricamente aos simpatizantes do Somos Coimbra que o Movimento não irá perder as suas características próprias, bem vincadas na nossa genética com o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos, e que continuará a defender os princípios e valores que presidiram à sua criação e que todos reconhecem. A prática assim o irá demonstrar de forma cabal. Também Marcelo Rebelo de Sousa foi apoiado na sua eleição presidencial por vários partidos e muitos políticos socialistas e não perdeu a sua independência. De igual forma, Rui Moreira, no Porto, é apoiado pelo CDS e não perde a sua independência.

A plataforma que estamos a construir é a única solução que nos permite corresponder aos apelos insistentes dos munícipes para assumirmos a responsabilidade de concretizar os desígnios do movimento: transformar, dinamizar e modernizar a Câmara, a cidade e o concelho de Coimbra.

Como é normal em democracia, alguns críticos e adversários políticos procuram apoucar e colocar em causa a coerência do Somos Coimbra, quiçá com o imenso receio da onda de esperança e entusiasmo que esta congregação de forças políticas está a despertar na cidade, e que nos poderá efetivamente conduzir à vitória, para bem de Coimbra.

É oportuno recordar que a moção de estratégia, com o título “Pela afirmação de Coimbra e pelo desenvolvimento de todo o concelho”, votada e aprovada nas eleições internas do Somos Coimbra, em julho de 2020, afirmava que:

"Na génese do movimento Somos Coimbra esteve, em 2016, a sentida necessidade de fomentar um amplo consenso que permitisse a criação de uma plataforma alargada para apresentação de uma candidatura alternativa e ganhadora às eleições autárquicas no concelho de Coimbra. Não existem dúvidas sobre a necessidade de alterar o rumo do concelho de Coimbra, que prossegue desde há vários anos num contínuo decaimento político, económico, demográfico, cultural e social. Urge definir novas estratégias que projetem a cidade para o futuro, num caminho de desenvolvimento. … No prosseguimento do seu objetivo de trabalhar para recuperar o prestígio do passado e acelerar o desenvolvimento rumo ao futuro, promovendo um melhor lugar no todo nacional e a globalização de Coimbra, o movimento estará sempre disponível para procurar consensos alargados com outros movimentos ou partidos políticos, sem aceitar projetos que representem uma secundarização ao partidarismo que impera em Portugal e recusando quaisquer ligações a grupos extremistas. …”

O que foi votado é exatamente o que está a ser cumprido, com toda a coerência. Por Coimbra, iremos prosseguir este trabalho com seriedade, empenho e independência, em diálogo franco e construtivo com os nossos parceiros e com todo(a)s o(a)s munícipes.   

“É particularmente estranho que, sendo visíveis os congestionamentos na zona de Celas, o PS vá querendo aprovar projetos sobre projetos imobiliários”
Na reunião de 8/2/2021, o Somos Coimbra levantou um conjunto de preocupações relativas a ao Pedido de Informação Prévia da Operação de Loteamento - Rua Virgílio Correia/Santo António dos Olivais, que foram, de forma parcial, analisadas e reapreciadas na última Reunião de Câmara.

No que respeita às preocupações de índole geotécnica, dada a proximidade das edificações da R. Padre Manuel da Nóbrega e, em particular, das garagens traseiras, fica claro que o risco de derrocada existe, tal como o Somos Coimbra tinha alertado, e a informação técnica dos serviços agora o afirma, remetendo a responsabilidade da avaliação do risco para o promotor. Contudo, a memória recente sobre os escorregamentos registados no alto da Guarda Inglesa, por exemplo, evidenciam as dificuldades da CMC em imputar as responsabilidades dos danos ao respetivo infrator, acabando por ter de ser a própria CMC, em defesa das vítimas, a assumir a posse administrativa dessas intervenções.

No que concerne às preocupações relacionadas com a adaptação da rede viária, a reanálise do processo traduziu-se, de forma cega, na proposta de transformação da R. Frei Tomé de Jesus em sentido único descendente como forma de “proteger” o Largo da Conchada de novo tráfego afluente a partir da circular interna. E no que concerne à rotunda Fausto Correia? Estará preparada para suportar o acréscimo de tráfego gerado pelo novo empreendimento e pela nova ligação à R. Costa Simões e que a transformará numa via estruturante? Estas são apenas algumas das questões a que esta reanálise continua sem dar resposta, o que justificou o voto contra do Somos Coimbra.

O Somos Coimbra entende que é particularmente estranho que, sendo visíveis os congestionamentos na zona de Celas, o PS vá querendo aprovar projetos sobre projetos imobiliários.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cartoon da autoria do Movimento Humor

Ler intervenção na íntegra aqui.

Habitação social: "Esta não é uma resposta que dignifique a Câmara"

Na última Reunião de Câmara, o vereador José Manuel Silva deu a conhecer uma visita recente do Somos Coimbra a uma idosa da Baixa, a Dª Regina, residente numa habitação camarária, no Beco das Canivetas.

Conforme constatou José Manuel Silva, a habitação não é adequada, sobretudo para uma doente cardiopulmonar, com osteoartroses, cegueira parcial e outras doenças. “Esta não é uma resposta que dignifique esta Câmara”, sublinhou o vereador, depois de enumerar as condições pouco dignas da habitação.

A propósito, José Manuel Silva apelou ao Executivo e ao vereador com o pelouro da Habitação Social, Francisco Queirós (CDU), que “atenda com mais atenção e carinho aos problemas de habitação da Dª Regina”.

Ler intervenção na íntegra aqui.

Perfil Municipal de Saúde (PMS) de Coimbra: Análise do Somos Coimbra

O DL 23/2019, relativo à descentralização em Saúde, obrigou os municípios à instituição de um Conselho Municipal de Saúde (artigo 9º) e à elaboração da Estratégia Municipal de Saúde (EMS) (artigo 7º), ‘no prazo máximo de um ano’.

Um ano e meio depois de aprovada a descentralização em Saúde na Assembleia Municipal de Coimbra, em setembro de 2019, a CMC finalmente apresenta o primeiro passo essencial para a elaboração da EMS, o documento com o PMS de Coimbra.

A partir daqui será possível trabalhar a EMS, relativamente à qual a Câmara tem de apresentar “as linhas gerais de ação e as respetivas metas, indicadores, estratégias, atividades, recursos e calendarização”.

Em boa hora, numa das poucas situações em que pede ajuda à UC, a Câmara de Coimbra encomendou a elaboração do PMS ao Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Coimbra, num trabalho que foi coordenado pela Profª Paula Santana.

O excelente e rico relatório final do PMS, muito completo e graficamente bem ilustrado, plasmado num documento de fácil leitura, que merece uma análise e reflexão atenta, fornece um retrato tão atualizado quanto possível do estado de saúde da população residente no concelho de Coimbra e das condições dos lugares de residência que influenciam a saúde e o bem-estar.

Pode consultar e fazer o download do PMS aqui.

Ler algumas das conclusões mais relevantes do PMS aqui.

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