Boletim #33 (31 de julho de 2020)

Somos Coimbra propõe criação de Conselho Municipal de Turismo

 

 

Somos Coimbra propõe criação de Conselho Municipal de Turismo

O Turismo tem uma grande importância para Coimbra, quer pelos empregos que já garante, quer por estar longe de atingir todo o seu potencial e, portanto, ser um dos fatores que mais pode ajudar a estancar a dramática saída de jovens do concelho, criando mais emprego. Infelizmente, Coimbra é apenas o 239º concelho do país no número médio de pernoitas por turista.
Nesse sentido, o Somos Coimbra entende que é essencial que Coimbra prepare uma estratégia, que não existe, para ajudar o setor a resistir ao impacto da pandemia e a projetar-se para emergir mais forte e mais atrativo da atual crise. Isso só é possível com a participação de todos os atores envolvidos, tendo a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) a responsabilidade de liderar o processo. Como já foi alertado pelo Somos Coimbra, no PMEES (Programa Municipal de Estabilização Económica e Social) recentemente apresentado pela Câmara Municipal de Coimbra (CMC), não há uma única palavra sobre turismo, como se o setor fosse irrelevante.
Neste âmbito, na passada Reunião de Câmara, o Somos Coimbra propôs a criação de um Conselho Municipal de Turismo, que apresente um Plano Municipal e Regional de Turismo para a Coimbra da década 20-30. Infelizmente, a coligação PS-PCP não aceitou sequer discutir a proposta.

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Jardins do Mondego: PS quer lavar as mãos de responsabilidades

O Somos Coimbra regozija-se que os Jardins do Mondego possam ser finalmente terminados, eliminando uma imagem degradante instalada mesmo no coração da cidade. No entanto, é essencial lembrar quem foram os responsáveis pela situação, para que as práticas e os protagonistas mudem, e a situação não se repita.
O Tribunal Central Administrativo do Norte, em sentença de 2011 transitada em julgado, deixa muito claro que o problema das ilegalidades dos Jardins do Mondego começou em 1998, com a CMC, então presidida por Manuel Machado, a aprovar o Lote 1 em zona verde, violando o PDM em vigor. Seguiu-se em 2004 uma outra deliberação da CMC, presidida pelo PSD, que permitiu adicionar um 18º lote na mesma zona verde. Para além disso o construtor tentou incluir um andar a mais nos lotes 2 a 17, podendo este problema ser rapidamente resolvido por demolição desses andares. Nova sentença, em 2013, permitia concluir de imediato os lotes que não estavam em zona verde, sendo para demolir os lotes em zona verde. A CMC, de novo presidida por Manuel Machado, não cumpriu a sentença judicial, preferindo arrastar os pés e completar o processo de revisão do PDM, iniciado pelo PSD, que simplesmente eliminou a zona verde onde estavam os dois lotes ilegais, que agora já podem ser mantidos, pois o Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, em sentença que transitou em julgado em setembro de 2019, dada essa alteração do PDM, já não exigiu a demolição dos lotes 1 e 18.

Não pode agora o mesmo Presidente da Câmara sob cuja presidência as ilegalidades começaram, em 1998, sujeitando a cidade a ter aquela chaga aberta mais de 15 anos, querer agora apresentar-se como força desbloqueadora deste penoso processo.

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CMC deve desenvolver planos de contingência aplicados ao espaço público

Em setembro, com a retoma da economia e das aulas em regime presencial, eleva-se o risco de ressurgimento de surtos epidemiológicos. Essa situação trará consequências gravíssimas para o setor económico e social, pelo que o Somos Coimbra considera absolutamente essencial que a CMC antecipe o eventual problema e desenvolva planos de contingência aplicados ao espaço público.

O plano deve englobar um conjunto de ações imediatas e expeditas de forma a disciplinar e evitar comportamentos de risco, fomentar o respeito por terceiros e o sentimento de segurança, contribuindo para manter as cidades em funcionamento, captar novos públicos e turistas, e assim evitar a descapitalização das empresas, designadamente do pequeno comércio local e da restauração.

O Somos Coimbra defende ainda o desenvolvimento emergente de um documento de orientação focado nos princípios de organização e gestão dos espaços públicos urbanos e espaços verdes, o qual, face à premência da situação, não pode ser adiado para setembro. A coligação PS-PCP, como habitualmente, não aceitou sequer discutir o assunto.

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Projeto de renovação de Coimbra B faz com que cidade perca comboio da alta velocidade
A estação de Coimbra B vai ser alvo de remodelação, numa intervenção no âmbito da chegada do Sistema de Mobilidade do Mondego àquele local da cidade. O projeto proposto pela Infraestruturas de Portugal (IP) foi aprovado na passada segunda-feira, em reunião de câmara, com os votos a favor do PS e da deputada ex-PSD Paula Pego, e voto decididamente contra dos restantes vereadores, pois este projeto não é compatível com a rede de alta velocidade, dando-a de mão beijada a Aveiro. Com a solução proposta o Governo mostra que quer Coimbra fora da rede de alta velocidade, com a conivência do Partido Socialista de Coimbra. O Somos Coimbra votou contra esta proposta, que representa mais um grave passo na despromoção continuada da cidade pela mão do Partido Socialista, local e nacional.

O Somos Coimbra inicia hoje uma parceria com o Movimento HUMOR, assinado por José Gomes. Um dos temas do boletim semanal vai passar a contar com uma ilustração.

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Coimbra merece e precisa de uma estação intermodal condigna
Coimbra merece e precisa de uma estação intermodal condigna que integre e coordene num único ponto focal todos os modos de transporte, sendo a zona da estação velha a única que reúne todos os requisitos técnicos indispensáveis. Foi esse o desafio já lançado várias vezes pelo Somos Coimbra, da última vez na reunião da CMC de 22/6/2020, e que mereceu a habitual recusa de agendamento por parte do PS.
Agora, associada ao projeto de remodelação da estação velha, surge uma mini estação de camionagem, atamancado num cantinho cuja área representa sensivelmente metade da área atualmente ocupada pela central de camionagem da Avª Fernão de Magalhães. O PS de Coimbra continua a cortar as pernas à cidade de Coimbra.
O Somos Coimbra tem defendido que a requalificação da estação velha deve permitir criar uma verdadeira estação intermodal, que responda às exigências atuais e previsíveis, com potencial de crescimento para incorporar novos serviços e valências. O projeto que o PS agora aprovou para a estação velha não responde, de forma alguma, a esta necessidade.

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