Recorde de pessoas e empresas em Coimbra
- 19 de jul.
- 2 min de leitura

23.527 e 156.359 Porquê?
Coimbra consolidou a sua maior população de sempre no final de 2025, com 156.359 residentes, segundo os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), pulverizando o anterior valor máximo de 2001. Em 4 anos Coimbra ganhou mais de 10 mil residentes.
Segundo a PORDATA, Coimbra tinha atingido a sua maior população de sempre em 2001, com 148.260 residentes, tendo perdido população continuamente até cerca de 2021, enquanto outras cidades cresceram nos mesmos 20 anos, como Braga, Sintra, Seixal, Leiria, Viseu, Aveiro, etc.
Com a perceção da existência de erros nas estimativas populacionais, o INE fez um esforço de atualização das estatísticas, com um recuo até 2021, que tem de ser tida cuidadosamente em conta, pois não se podem comparar diretamente dados de metodologias diferentes, o que dificulta as comparações entre o antes e o depois de 2021. Com este novo rigor de recolha dos dados, que “aumentou” a população do país, em 2021 Coimbra teria 146027 residentes, ainda assim inferior ao número de residentes de 2001.
Há quem diga que é apenas devido aos imigrantes. Não é verdade, porque a instalação de novas empresas e a criação de emprego também fixou mais nacionais, mas ficamos satisfeitos pelo facto de, ao contrário do passado, fruto das novas estratégias implementadas a partir de 2022, Coimbra ter finalmente atraído mais residentes para o concelho!
Os números não mentem. Segundo os mais recentes dados da PORDATA, entre PMEs e grandes empresas, o número total de empresas instaladas no concelho era de 20.126 em 2009, 20.444 em 2021 e de 23.527 em 2024, o maior valor de sempre! Depois de anos de uma flutuante e agonizante estagnação, o número de empresas no concelho de Coimbra cresceu a um ritmo de mais de mil por ano durante os três primeiros anos do nosso mandato. Extraordinário. Falta conhecer os dados de 2025.
O aumento da população local, com tudo o que isso representa nas dinâmicas da comunidade, é a principal forma de estimular um equilibrado desenvolvimento económico, empresarial, comercial, social, cultural, desportivo e turístico e conferir mais peso político à nossa região. Contribui para reabilitar e ocupar as muitas casas devolutas, para dinamizar o comércio e a restauração e para haver pessoas para responder às necessidades de emprego.
É graças a esta nova realidade demográfica e inerentes efeitos benéficos que, sem aumento das respetivas taxas, a receita dos impostos diretos da CMC passou de 47M€ para 67M€/ano, entre 2022 para 2026, quando tinha reduzido de 50M€ para 47M€ no mandato precedente. Herdámos dificuldades, legámos projetos e facilidades.
Porém, mais 10.000 residentes e mais 3.000 empresas, absolutamente transcendentes para o futuro do concelho, foram estranhamente menosprezadas nos meios locais. Porquê?!
A verdade é que transformámos completamente Coimbra em apenas 4 anos e isso não agradou a algumas pessoas, as mesmas que estavam implicadas no anterior processo de decadência.
Que Coimbra continue a desenvolver-se com o mesmo ritmo que lhe imprimimos é o que desejamos; foi para isso que trabalhámos desinteressada e arduamente.
(Artigo de opinião de José Manuel Silva publicado no Diário de Coimbra de 16 de julho de 2026)




Comentários