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Somos Coimbra repudia ataque de Ana Abrunhosa a jornalista da LUSA

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O Movimento Somos Coimbra condena veementemente a inédita e insólita "retirada de confiança" da Presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, ao jornalista da Lusa João Gaspar, cuja isenção, idoneidade e rigor jornalístico podemos confirmar, depois de nós próprios termos sido implacavelmente escrutinados, durante quatro anos, por este mesmo jornalista.

 

Está agora devidamente esclarecido que este esperou mais de uma semana pela resposta da Câmara de Coimbra à questão da situação da Casa do Cinema de Coimbra, e naturalmente, publicou isso mesmo: a CMC não respondeu. Que queria Ana Abrunhosa? Que a falta de resposta indefinida da CMC condicionasse e/ou impedisse indefinidamente a publicação da notícia?

 

A Casa do Cinema tem um papel cultural de grande relevância em Coimbra, pois permite uma programação alternativa às salas de cinemas comerciais existentes, que são todas da mesma empresa e deixam de fora a larga maioria da produção cinematográfica portuguesa e internacional.

 

Durante o mandato anterior, em que o Somos Coimbra teve um papel central, foi dado um grande impulso à Casa do Cinema, primeiro por aquisição das suas instalações pela CMC, pois a Casa do Cinema estava em risco grave de as perder. Depois, através do reforço dos apoios financeiros e da elaboração de um projeto de recuperação das instalações para satisfazer os critérios necessários ao seu funcionamento, por exemplo em termos de saídas de emergência, projeto esse que ficou feito, e para o qual ficou reservado orçamento.

 

Infelizmente, a atual vereação liderada por Ana Abrunhosa decidiu, sem explicação válida, cancelar as obras, nesta sua senda de deitar fora a maioria daquilo que não foi ela a começar, por muito válido que seja. Só que, neste caso, a consequência é clara: o fim da Casa do Cinema de Coimbra, por perda da licença para operar, com graves consequências para a cultura em Coimbra.

 

Saliente-se que, ao dia de hoje, a presidente da Câmara ainda não respondeu à pergunta do jornalista sobre as obras da Casa do Cinema, o que é paradigmático e deveras perturbador!

 

Assim se compreende a reação da Presidente da Câmara Municipal: não gosta que as suas más decisões, muito frequentes, se tornem conhecidas. Usa técnicas de bullying para tentar controlar a comunicação social. É um comportamento em linha com a sua repetida atitude de tentar impedir a voz da oposição, por exemplo cortando o microfone aos vereadores do Somos Coimbra/Nós Cidadãos.

 

Dois conselhos a Ana Abrunhosa: não seja juíza em causa própria e não tome más decisões, já não se sentirá incomodada por elas serem divulgadas. Se tinha dúvidas sobre a atuação do jornalista, o sistema jurídico português disponibiliza instituições às quais se pode recorrer, como a Entidade Reguladora para a Comunicação Social. E, se não sabe viver em democracia, com uma imprensa livre, mude de atividade.

 

Finalmente, o Somos Coimbra lamenta a tentativa de algumas pessoas, politicamente comprometidas e profundamente tendenciosas, de procurarem “desculpar” a Presidente. As ditaduras existem exatamente porque há pessoas capazes de aceitar o inaceitável, justificar o injustificável, defender o indefensável e pactuar com o intolerável.

 

A liberdade de imprensa é a base da democracia.



 
 
 

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