Boletim #48 (13 de novembro de 2020)

30 anos para licenciar o Pólo III da Universidade de Coimbra

 

 

30 anos para licenciar o Pólo III da Universidade de Coimbra

A Câmara Municipal de Coimbra aprovou finalmente o plano do Pólo III da Universidade de Coimbra, 30 anos depois de ter começado a ser planeado e 27 anos depois de construído o primeiro edifício. Por causa desta demora o Pólo III continua incompleto e os acessos são de bairro da lata.
Este é o exemplo perfeito de como a Câmara Municipal de Coimbra (CMC), liderada pelo Partido Socialista e por Manuel Machado, tem travado o desenvolvimento da cidade e levado à sua decadência. Com efeito, foram eles quem governou a CMC durante cerca de 2/3 deste tempo (18 anos), durante os quais apenas foi construído um edifício no Pólo III. Durante os outros 12 anos foi construído quase todo o atual Pólo III (8 edifícios), embora sempre sem aprovação de um plano de ordenamento geral.
Este atraso no licenciamento do Pólo III colocou em grave risco um investimento de 50 milhões de euros no Instituto Interdisciplinar do Envelhecimento, que vai ser muito difícil conservar. O Somos Coimbra manifesta o seu profundo desejo que a UC consiga compensar o impacto da inépcia da Câmara, comprometendo-se desde já a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar à concretização do projeto.

 

Cartoon da autoria do Movimento Humor

Pode ver o texto em que toda esta situação é explicada, publicado no Diário de Coimbra pelo ex-Reitor João Gabriel Silva, aqui.

Somos Coimbra desafia CMC a pensar e ordenar o espaço envolvente aos HUC

Uma das responsabilidades centrais de uma Câmara Municipal é gerir a mobilidade e a acessibilidade dentro do seu município, pelo que se impõe que a CMC use o seu poder de mediação e de regulação para pensar a zona dos Hospitais da Universidade de Coimbra, atualmente muito congestionada e sobrecarregada de estacionamento ilegal. A decisão recente do Conselho de Administração dos CHUC de não construir o Silo para estacionamento nos HUC foi a gota de água, agravando os problemas de pressão sobre o sistema, com gravíssimos prejuízos para os utilizadores e moradores dos bairros adjacentes. Esta zona de Celas concentra uma elevada acumulação de equipamentos públicos e privados ligados ao setor da saúde, da educação e ensino, laboratórios e clínicas, com inúmeras situações muito mal resolvidas e que carecem de uma análise integrada e conjunta, de forma a salvaguardar e seu funcionamento e desempenho global.
Esta zona é o resultado da incapacidade da CMC para dar coerência às intervenções urbanísticas individuais, que tem de ser resolvida, mesmo que tardiamente, para se encontrar uma harmonia entre o edificado e o espaço público numa solução global que qualifique a zona e a cidade.
Reforça-se também a proposta apresentada pelo Somos Coimbra em outubro de 2018 para que a CMC, à semelhança do que acontece com inúmeros outros municípios do país como é o caso de Viseu, Vagos, Ílhavo, Almada, Estarreja, Crato, Vila de Rei, Estremoz, Ourique, etc, crie uma Comissão Municipal de Mobilidade, Trânsito e Transportes, que contribua para diagnosticar e ajudar a encontrar soluções para os diversos problemas relacionados com o trânsito, mobilidade, circulação, estacionamento e transportes públicos, avaliando as suas implicações, potencialidades e debilidades.

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Ecovia sem estudos será novo falhanço

O Somos Coimbra saúda e apoia o arranque do processo da ECOVIA o qual, se for bem planeado, poderá constituir um contributo válido para retirar tráfego automóvel do centro da cidade, particularmente de espaços sujeitos a maior pressão de estacionamento.

Mas, para se garantir a eficiência e sustentabilidade do sistema, é fundamental planeá-lo de raiz, sob risco do sistema se revelar economicamente insustentável, tal como aconteceu ao criado na década de 90. É indispensável quantificar os potenciais utilizadores e saber de onde vêm e para onde vão. Se os locais de estacionamento, os trajetos, os horários, não responderem às necessidades desses utilizadores, a Ecovia voltará a não sobreviver, por insustentabilidade económica. 4 dos 6 parques que são indicados para a Ecovia, são interiores à cidade e não irão contribuir para tirar veículos automóveis do espaço urbano, pelo que o SC levantou muitas dúvidas sobre o tipo de utilização e a política de preços a instalar nesses parques. É ainda necessário garantir uma boa interligação com os outros meios de transporte, e sobretudo garantir que o novo serviço não será concorrencial ao programado MetroBus, particularmente quando 4 desses parques se localizam junto a paragens do MetroBus.

Do PS, nenhuma resposta, a não ser que “são repetentes na matéria” e que dispensam “lições de cátedra”. Com a simples reposição do serviço oferecido na década de 90, a manutenção dos erros e patologias de base, e sem qualquer planeamento ou noção do nível de procura que este sistema possa vir a gerar, serão, mais uma vez, os contribuintes de Coimbra a suportar os custos do sistema, a qual, por sua vez, demonstra não ter sido capaz de aprender com os erros cometidos no passado.

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Presidente da Câmara desrespeita o resultado de um concurso por não gostar do resultado

Decorreu recentemente um concurso para Diretor do Departamento Jurídico da CMC. O júri, cuja composição foi proposta pelo Presidente da Câmara e aprovada por unanimidade em reunião da Câmara, decidiu selecionar a pessoa que entendeu ser a mais qualificada para o lugar em causa. O Presidente da Câmara não concordou com a conclusão do júri, dizendo que não tinha ficado provado que a pessoa selecionada era de facto a mais qualificada para o lugar, e anulou o concurso. Trata-se de um comportamento inaceitável; não é por acaso que a lei determina que a decisão nestas situações compete a um júri, não ao Presidente da Câmara. Manuel Machado mostra, mais uma vez, o seu autoritarismo e desrespeito pela Lei, que condenamos por inteiro.

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