Atentado urbanístico na Av. Bissaya Barreto reprovado pela maioria dos moradores



Apesar da forma opaca como a Câmara Municipal de Coimbra funciona, chegou-nos finalmente um documento oficial (pode ser obtido aqui) que confirma que a maioria dos lotes da Quinta de Voimarães se pronunciou contra a alteração do alvará de loteamento que propunha para o lote B, recorde-se:

  • aumentar cinco vezes a área de implantação da construção, passando de 462m2 para 2288m2;

  • aumentar 2 pisos, passando de 6 para 8 pisos (um aumento de três pisos acima da rua);

  • aumentar cinco vezes a área máxima de construção, passando de 1.386m2 para 7.096m2. (+5710 m2)

  • aumentar o número de fogos, passando de 6 para 45;

  • reduzir o número de lugares de estacionamento privado no lote, passando de 218 para 86 lugares.


Como a lei automaticamente recusa alterações a loteamentos se estes tiverem a oposição da maioria dos outros lotes, o que é o caso, esta alteração inacreditável é automaticamente recusada. Os moradores mostraram ter a clarividência que o Partido Socialista não tem. Note-se que ninguém se pronunciou a favor: as quase 50 pronúncias são todas de oposição.

É uma enorme vitória dos cidadãos de Coimbra, em particular dos que têm o infortúnio de ter de ir ao Instituto Português de Oncologia, pois esta torre agravaria muito a pressão sobre o sistema de circulação e estacionamento da Avenida Bissaya Barreto.


O Movimento Somos Coimbra sente esta vitória também como sua pois foi a única força política que se empenhou em dar a conhecer às pessoas o que a Câmara queria aprovar de forma quase clandestina (ver aqui, aqui e aqui), e espera que este episódio reforce nos conimbricenses a vontade de querer na Câmara Municipal uma governação mais preocupada com os interesses das pessoas e menos permeável a atentados urbanísticos.



Movimento Somos Coimbra

13 de setembro de 2021