Boletim #38 (4 de setembro de 2020)

O Rio Vístula em Varsóvia é um exemplo do que deveria ser o acesso dos cidadãos ao Mondego em Coimbra

 

 

 

O Rio Vístula em Varsóvia é um exemplo do que deveria ser o acesso dos cidadãos ao Mondego em Coimbra

Ao longo de muitos quilómetros o Rio Vístula é plenamente usufruído pelos cidadãos de Varsóvia, dispondo de imensas estruturas que o tornam um lugar agradável, compatíveis com o facto de, como o Mondego, ser um rio sujeito a grandes cheias. Ao contrário de Coimbra, não alterna entre superfícies inundáveis e paredões altos que impedem o acesso à água, recorrendo a diversas soluções arquitetónicas que dão acesso ao rio, mas não colocam as infraestruturas em perigo, como os degraus largos da fotografia.

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Liceu José Falcão a cair

Foi notícia recente que um beirado da Escola José Falcão caiu, o que levou à interdição do passeio junto à Escola, na Avenida Afonso Henriques, durante mais de uma semana. Ao mesmo tempo que a Câmara se recusa a fazer obras na Escola, tem desperdiçado muito dinheiro em obras desnecessárias no piso e passeios dessa Avenida que, comparativamente com o estado de conservação da Escola, estavam em muito bom estado. São assim as prioridades do Partido Socialista de Coimbra: para o alcatrão há dinheiro, para a Educação não há.

Lembremos que, por insistência da Partido Socialista de Coimbra, a responsabilidade dos edifícios escolares passou para a esfera da Câmara Municipal a partir do início deste mês de setembro, mas o Presidente da Câmara diz que não recebe o edifício da José Falcão (nem da Escola Eugénio de Castro), pelo que a situação piorou para estas duas escolas, que agora estão num limbo: a Câmara diz que não as aceita, mas o Governo não as faz acompanhar do respetivo pacote financeiro, pelo que vão continuar no limbo das incompetências políticas.

Lembremos ainda que em 2016 o Ministério da Educação disponibilizou fundos da programação Portugal 2020 para a recuperação de escolas (as Câmaras só pagavam 15%), o que permitiu a assinatura de mais de 200 contratos-programa com Municípios para a execução de obras em escolas de 2.º e 3.º ciclos e ensino secundário. A Câmara de Coimbra nem sequer candidatou o José Falcão e a Eugénio de Castro, as duas escolas em piores condições do concelho. 

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Cartoon da autoria do Movimento Humor

Primeiro "descentraliza-se", depois pensa-se o que fazer - onde está a carta educativa?

Não é só nas obras que a descentralização está a começar muito mal em Coimbra. Já está em vigor desde o dia 1 de setembro, por insistência da Partido Socialista de Coimbra, a transferência de competências na área da educação do governo para a autarquia, quando havia muito mais tempo para o fazer. Qual a pressa em descentralizar, se Coimbra não dispõe de uma carta educativa (a última existente dizia respeito ao período 2008-2015), que faça o diagnóstico, o planeamento estratégico e prospetivo dos equipamentos, que defina as linhas de ação e, as prioridades de intervenção na rede pública?

O processo de elaboração dessa carta tem estado a decorrer no silêncio dos deuses. Não vai haver discussão pública? Vão ser apenas uns iluminados a decidir? Infelizmente, é o que podemos esperar da forma profundamente opaca como a Câmara de Coimbra funciona, nesta e noutras matérias.

 

Ver as interrogações do Somos Coimbra aqui

O Parque de Máquinas e Oficinas do Metro Mondego vai para Sobral de Ceira

O Movimento Somos Coimbra saúda o facto de o Conselho de Administração da Metro Mondego ter decidido, como tínhamos recomendado há meses, que o seu Parque de Máquinas e Oficinas seja localizado em Sobral de Ceira  (ver, por exemplo, notícia na página 7 do Diário As Beiras de 12 de agosto). Este local já estava identificado nos estudos para a anterior solução ferroviária.

 

Foi assim rejeitada a localização da Guarda Inglesa, onde atualmente se encontram as oficinas dos SMTUC, pois a margem esquerda não pode ser um dormitório e cemitério de autocarros, algo que é incompatível com a necessária recuperação e desenvolvimento urbanística urbanístico da zona junto ao açude-ponte e integrante da ARU Coimbra Santa Clara, recentemente delimitada e já publicada em Diário da República (Aviso n.º 3764/2020 de 4/3/2020).

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