Boletim #26 (12 de junho de 2020)

Somos Coimbra volta a exigir a abertura da urgência dos Covões 24h/dia

 

 

 

Somos Coimbra volta a exigir a abertura da urgência dos Covões 24h/dia

Quando toda a cadeia de decisão e de poder, no concelho, no país e na Saúde, é da responsabilidade do PS, e foi o PS que publicou a legislação que fundiu os hospitais de Coimbra (Decreto-Lei n.º 30/2011, de 2 de Março), assiste-se a um contínuo esvaziamento do Hospital dos Covões, que agora culmina com a ameaça de despromoção do seu serviço de urgência para uma simples urgência básica, sem que a respetiva missão seja devida e publicamente debatida e definida. Urge fazer essa definição, para a qual o Somos Coimbra quer dar um contributo.

Há mais de um ano que o Movimento Somos Coimbra lançou um desafio concreto à maioria que governava o país: PS/BE/CDU tinham a obrigação de promover de imediato a abertura da urgência dos Covões 24h/dia, algo que o Somos Coimbra sempre exigiu. Manter uma urgência totalmente equipada, com doentes e profissionais no seu interior, fechada das 22h às 09h era o corte no SNS mais irracional e gerador de desperdício que existe, além de contribuir para o dramático congestionamento da urgência dos HUC e obrigar centenas de doentes, com situações clínicas precárias, a serem transportados em condições deficientes entre os dois hospitais, prestando um mau serviço aos doentes.

Porque as pessoas de Coimbra também têm direitos, em nome e em defesa dos doentes, do SNS, dos Covões e da margem esquerda, o Somos Coimbra volta a exigir a imediata abertura da urgência médico-cirúrgica dos Covões 24h/dia. Assim como exigimos a definição de uma missão clara para o Hospital dos Covões, que pode passar por três grandes áreas principais, o ambulatório, a doença crónica e a geriatria, entre outras.

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Somos Coimbra quer cidade como referência nacional e internacional da Geriatria e do doente crónico no Hospital dos Covões

Portugal é o terceiro país mais envelhecido da Europa e continua a envelhecer aceleradamente. Coimbra é a quinta capital de distrito mais envelhecida do país, com um índice de envelhecimento de 201, ou seja, com 2,01 pessoas com 65 ou mais anos por cada jovem com menos de 15 anos. Muito superior à média do país. A estratégia que Coimbra pode e deve desenhar parece óbvia: perfilar-se para liderar a geriatria a nível nacional e ser uma cidade de referência nesta área da assistência e do conhecimento a nível internacional.
A proposta do Somos Coimbra é que Coimbra lute para que um Hospital Geriátrico de referência nacional e internacional se localize em Coimbra. O local ideal para um amplo conjunto de estruturas de qualidade dedicadas aos idosos, incluindo os cuidados paliativos e os continuados nas suas diferentes tipologias, é a Quinta dos Vales. A missão do Hospital dos Covões, que é urgente definir, passaria a ser orientada para a geriatria e a gerontologia, com internamento polivalente, nas suas múltiplas valências e especialidades, tendo também um especial enfoque para os doentes crónicos. Obviamente, mantendo uma urgência médico-cirúrgica e uma ampla gama de serviços, nomeadamente a cirurgia do ambulatório, a hemodinâmica, o laboratório do sono e consultas médicas de adultos em todas as especialidades. A margem esquerda do Mondego passaria a dispor de um grande hospital geriátrico polivalente, a referência nacional na geriatria, com administração própria, mas a funcionar em íntima coordenação com o CHUC/HUC.

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Passagem superior rodoviária da Linha do Norte no Loreto é ameaça ao “Anel à Pedrulha” e ao desenvolvimento da zona noroeste da cidade

O estudo prévio da passagem superior rodoviária ao km 218+541 da Linha do Norte (Loreto-Norte) é mais um processo onde se evidencia uma enorme falta de visão estratégica e de futuro da Câmara Municipal de Coimbra (CMC). O Somos Coimbra lamenta que entre o processo de aprovação dos estudos de viabilidade até à fase de aprovação de estudo prévio, todas as recomendações apresentadas pelo Somos Coimbra ao Executivo municipal tenham sido ignoradas, comprometendo o planeado “Anel à Pedrulha”.

O “Anel à Pedrulha” é um dos eixos viários estruturantes que importa construir no curto prazo, sendo mesmo a medida infraestrutural mais eficaz para atenuar os problemas de congestionamento registados no nó da Casa do Sal. O Somos Coimbra entende que é por isso determinante que a nova passagem superior rodoviária à linha ferroviária do norte, junto à Plural (antiga N1) e que ocupa o espaço canal do previsível “Anel à Pedrulha”, responda às exigências dimensionais daquele eixo estruturante, senão pode estar a inviabilizá-lo nas suas condições plenas de funcionamento.

Nesse sentido, o Somos Coimbra reafirma que a CMC deve negociar com a IP a alteração do perfil transversal desta passagem superior rodoviária, dotando-a desde já com duas vias em cada sentido.

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SMTUC continuam a responder com ações pontuais e avulsas, desgarradas de uma visão estratégica de futuro

O Somos Coimbra reconhece o esforço de modernização e de eletrificação da frota dos SMTUC, mas ainda assim considera-o insuficiente. Os resultados obtidos no exercício de 2019, comprovam-no. Em 2019, foram transportados 13 milhões 257 mil passageiros, mais 314 mil (2,4%) que em 2018, o que consolida a tendência tão desejada de crescimento da procura. Contudo e para um ano em que se esperava um aumento substancial do número de passageiros, muito por força da redução do custo dos passes através do PART, o crescimento de 2,4% é muito ténue quando comparado com o crescimento de 18% obtido na área metropolitana de Lisboa ou dos 38% na área metropolitana do Porto. Os resultados obtidos são ainda mais redutores se tivermos em consideração, que parte deste aumento se deve ao alargamento da oferta dos SMTUC à zona sul da cidade.
Os SMTUC continuam a responder com ações pontuais e avulsas, desgarradas de uma visão estratégica de futuro. O transporte público tem de responder primeiramente à sua função social, pelo que o Somos Coimbra não defende um princípio de gestão dos SMTUC assente na procura do resultado líquido positivo, mas sim pela garantia primária de um serviço equitativo e de qualidade a todo o município. Nessa linha de ação, o Somos Coimbra defende uma política ativa de investimento, o alargamento da rede e dos serviços a todo o município, numa clara aposta de integração de serviços com os restantes operadores intermunicipais e regionais, não se revendo nesta política de degradação sucessiva dos transportes públicos.

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