José Manuel Silva

Vereador eleito para a Câmara Municipal de Coimbra
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Coimbra com o pior abandono de jovens de Portugal

Um estudo realizado pelo Movimento Somos Coimbra[1], a partir de dados oficiais, indica que Coimbra ocupa rigorosamente o último lugar de todos os concelhos de Portugal, ilhas incluídas, como concelho com a maior perda demográfica de 2001 a 2018[2] na faixa etária dos 25 aos 29 anos, registando uma descida de 54%[3]. Em 2001 havia doze mil residentes com esta idade no concelho de Coimbra, mas em 2018 já só havia cinco mil. A perda demográfica média em Portugal neste período e faixa etária foi de 33%, pelo que Coimbra está muito pior que a média nacional.

A faixa etária dos 25 aos 29 anos é muito importante porque representa a idade em que normalmente os jovens com formação superior, e não só, procuram o seu primeiro emprego. Uma descida de 54% em apenas 17 anos é uma catástrofe demográfica, que indicia uma brutal falta de emprego no concelho. Estar exatamente na última posição é uma surpresa para quase todos, pois ainda se pensa em Coimbra como um concelho do litoral desenvolvido, e não como uma cidade do interior, desertificada. Mais do que isso, não se pensa em Coimbra como uma cidade sujeita a um processo de desertificação ainda mais rápido que qualquer uma das cidades efetivamente do interior, como estes dados mostram.

De acordo com o líder do Movimento Somos Coimbra[4], José Manuel Silva, “Quem sente estes efeitos de forma mais dramática são os pais e os avós residentes no concelho de Coimbra, que vêm os seus filhos e netos serem obrigados a emigrar para outras regiões de Portugal ou mesmo para o estrangeiro. Praticamente todas as famílias do concelho de Coimbra já viram, nos últimos anos, algum dos seus jovens ter de ir procurar emprego noutra cidade ou noutro país, não por opção de valorização profissional ou curricular, mas porque não encontram alternativa de emprego em Coimbra. Em muitas famílias foram todos embora, não ficou nenhum.”

“Começa também a ser uma realidade particularmente preocupante o facto de muitos jovens, filhos de famílias de Coimbra, já não quererem fazer o ensino superior em Coimbra, procurando outras zonas do país em que têm mais perspetivas de emprego quando terminam a sua formação superior”, acrescenta José Manuel Silva.

“Este grave problema resulta de uma gestão camarária desastrosa ao longo das últimas décadas, que transformou Coimbra num concelho nada acolhedor para a iniciativa empresarial que cria empregos. A recente reestruturação da Câmara mostra que não é dada nenhuma importância à criação de emprego. O Movimento Somos Coimbra coloca entre as suas principais prioridades a promoção da atividade económica, a atração de investimento e a criação de emprego. Estas serão prioridades absolutas da nossa gestão camarária, caso vençamos as eleições autárquicas de 2021, sob pena de Coimbra estar, daqui a pouco tempo, reduzida a uma cidade insignificante, irrelevante e com um índice de envelhecimento ainda mais grave, da qual os seus próprios filhos têm de sair para poderem viver com dignidade e qualidade.” conclui José Manuel Silva.

Sublinhe-se que Coimbra continuou a perder população de 2017 para 2018 a um ritmo que é o dobro da realidade nacional, enquanto outros concelhos até cresceram, pelo que o problema é mesmo de Coimbra e da sua ultrapassada governação.

18 de junho de 2019, Somos Coimbra

 

[1] Disponível em https://www.somoscoimbra.org/evolucao-demografica

[2] Os anos de 2001 e 2018 são os anos mais antigo e mais recente para os quais a Pordata disponibiliza estes dados, daí da escolha destes anos.

[3] Apenas é considerada nestas estatísticas a população residente, pelo que estes números não são afetados pela saída de Coimbra, no final do curso, dos jovens que vêm de outras regiões estudar para o ensino superior em Coimbra.

[4] O Movimento Somos Coimbra está representado na autarquia por dois vereadores eleitos.

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