A “aberração técnica” criada na rotunda da Boavista

1ª parte da intervenção inicial da vereadora Ana Bastos na Reunião de Câmara de 12 de abril de 2021

Fotografia de © Rui Fonseca


Coimbra teve recentemente direito a referência nos órgãos de comunicação social nacional, infelizmente pelas piores razões: a “aberração técnica” criada na rotunda da Boavista. Por decisão da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) foi marcada uma passagem para peões e ciclistas com mais de 35 m de comprimento, num local onde não lembra nem aos mais criativos!


Local de visibilidade deficiente e dentro do anel de uma rotunda compacta e já por si de geometria deficiente! Nem a materialização física de um separador, por eliminação da via do extradorso, confere segurança aos peões, uma vez que a sua localização se insere em plena zona de conflito.


Sr. Presidente, em segurança rodoviária, deve optar-se por soluções padrão, previamente testadas com base em estudos científicos e validadas em estudos piloto. Esta solução é perigosa, quer para os vulneráveis quer para os condutores! Para além de dar sinais de falsa segurança aos peões e ciclistas, a eliminação da via exterior traduz-se na redução do comprimento do entrecruzamento e na criação de conflitos em cruz, violando assim os princípios basilares da conceção de rotundas.

A agravar não é percetível a necessidade desta travessia, quando os movimentos de atravessamento já estão assegurados, em muito melhores condições de inserção e visibilidade, do lado oposto da rotunda.


Não queira o Sr. Presidente fazer ciência em matérias que podem custar vidas, pelas quais será responsabilizado. Por isso, mande eliminar tal travessia antes que aí aconteça alguma fatalidade. Senão o fizer, o Somos Coimbra encarregar-se-á de o fazer a partir de outubro.


Pode ler a 2ª parte da intervenção inicial da vereadora Ana Bastos aqui.

Pode ler a 3ª parte da intervenção inicial da vereadora Ana Bastos aqui.