2ª parte da intervenção do vereador José Manuel Silva na Reunião de Câmara: Os temas abordados



2ª parte da intervenção do vereador José Manuel Silva na Reunião de Câmara de 12 de outubro de 2020


O histórico Bar Navarro, com 85 anos de vida e um longo serviço prestado às pessoas, envolto num estranho imbróglio jurídico, que pode ser ultrapassado pelo diálogo, vai ser um efeito colateral do progresso e do MetroBus. A questão que quero colocar, porque o município existe para as pessoas, é se as pessoas, que são uma família, que atualmente vivem honradamente do seu trabalho no Bar Navarro, após um elevado esforço financeiro, estão a ser devidamente respeitadas por esta Câmara Municipal.


Regressando a um tema anterior. A família com 3 filhos menores, em emergência social e iminência de despejo, que aqui reportei, foi entretanto objeto de alguma caridadezinha, que mitiga mas não resolve a questão de fundo. Porém, continua sem uma resposta efetiva da Câmara, que lava as mãos como Pilatos perante a miséria e o sofrimento dos outros. Os senhores não são comunistas nem socialistas, com todo o respeito, são outra coisa qualquer.

Fazem uma festa, com muitas fotografias e notícias nos jornais porque entregam 16 casas, mas não fazem fotografias nem fazem notícia nos jornais com as 553 famílias em dificuldades, algumas extremamente graves e emergentes, que aguardam por uma resposta da habitação social da Câmara (185 T1 + 201 T2 + 77 T3 + 22 T4).


Quero dizer-lhe, Sr. vereador Francisco Queirós, que fiquei chocado com a frieza e insensibilidade das suas declarações na última reunião da Câmara, que estão plasmadas na ata. Referente a esta família, diz que está a ser acompanhada; Sr. vereador, acompanhada com quê, só se for com binóculos! Esta família, como outras, precisa de uma resposta emergente, não tem absolutamente nenhumas condições para continuar a pagar uma renda de 400 euros/mês por um quase pardieiro, o que é que o Sr. vereador não percebe? Estas crianças estão a ficar negativamente marcadas para a vida, também não percebe? Avaliar famílias “de acordo com regras e procedimentos”, como galhardamente afirma, não resolve o problema das pessoas, percebe, ou não percebe? Estas famílias precisam de soluções imediatas e essa é a sua obrigação como vereador com pelouro desta Câmara. Faça alguma coisa, que as hipóteses de resolução são várias.


Se a Câmara não tem dinheiro para resolver o problema de algumas famílias desesperadas, que há muito deviam estar resolvidos, venda o Audi A8, Sr. Presidente, e resolva-os! Como é que o senhor consegue andar de A8 enquanto há famílias na miséria, que a Câmara tinha a obrigação de apoiar e, indecorosamente, não o faz?


Como último tema, quero aqui trazer a questão do Quiosque ao cimo das Escadas Monumentais, que se encontra num estado degradado e degradante, com infiltrações, um pavimento miserável e as traseiras a servirem de urinol selvagem.


Por ali passam milhares de turistas, que certamente pensarão que aquele será um contributo da Coimbra moderna para o Património Mundial da UNESCO...


O quiosque foi comprado pelo avô da atual utilizadora, (existe uma declaração de venda), mas persistem incertezas sobre a sua propriedade e dúvidas sobre quando chegará o futuro, devido ao elevador que vai ser construído, como vem hoje na ordem de trabalhos.


Estes munícipes estão há 8 anos à espera de uma clarificação da Câmara, para decidirem a sua vida e até queriam investir. Oito anos não bastam? É uma triste lástima a ausência de uma resposta definitiva. Responda, por favor, Sr. Presidente.


Ler a primeira parte da intervenção do vereador José Manuel Silva aqui.