PS bloqueia obra em curva perigosa de Zouparria do Monte, em Souselas



Desde o início do mandato de 2013 que a União de Freguesias (UF) de Souselas e Botão tem considerado a correção da curva na Rua dos Calços, na Zouparria do Monte, uma intervenção prioritária, dado o número elevado de acidentes que ali ocorrem, motivados pela falta de visibilidade e pela exiguidade do raio de curvatura e da largura da faixa de rodagem e também por ser uma promessa de todos os partidos candidatos à junta e câmara nas últimas décadas.


Para tornar possível essa correção, o executivo da Junta de Freguesia de Souselas, no mandato de 2009 a 2013, adquiriu metade indivisa de um artigo rústico que confina com a Rua dos Calços. Em 2016, o executivo da UF de Souselas e Botão adquiriu a outra metade do terreno e conseguiu que os proprietários confinantes com a estrada junto à curva cedessem terreno para permitir a execução da obra. Com estas compras e cedências o executivo reuniu condições para, em vez de ter um muro com cerca de 2,5m de altura, haver um muro com cerca de 1,2m de altura e um talude suave para dar mais visibilidade não só aos peões, mas também aos condutores.


O executivo da UF de Souselas e Botão foi mais ambicioso e organizado e promoveu a execução do projeto de modo a ter um passeio desde antes da curva até à escola, permitindo às pessoas, e principalmente às crianças, terem um percurso seguro naquele troço. Isso levou a que o executivo dotasse todo o dinheiro de um ano para a realização desta importante obra, ou seja, inicialmente estavam cabimentados 30.000€ e passaram a estar 71.000€ cabimentados com o intuito de fazer o máximo possível de uma só vez, visto que mesmo o último montante não será suficiente para fazer a obra toda.


Nesse sentido, logo em 2017, a referida obra integrou o Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências da União de Freguesias. Como a Câmara não elaborava o projeto por falta de diligência, de forma a avançar o mais rápido possível com a intervenção foi a própria União de Freguesias de Souselas e Botão que promoveu diretamente a elaboração do projeto de execução, concretizado em meados de 2018.


No entanto, justificando-se malevolamente com a alteração orçamental, a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) anulou a obra no Contrato Interadministrativo de 2018, que apenas foi reintroduzida faseadamente no Contrato Interadministrativo de 2019.


Atualmente verifica-se que, apesar do projeto estar concluído e submetido à CMC desde 2018, até hoje não foi aprovado, mesmo depois das várias insistências quer da União de Freguesias de Souselas e Botão quer do Movimento Somos Coimbra.


Na última reunião da Assembleia Municipal, o presidente da União de Freguesias de Souselas e Botão, Rui Soares, questionou o presidente da autarquia sobre o estado do projeto e nada foi adiantado. Também o vereador José Manuel Silva colocou a mesma questão em Reunião de Câmara há cerca de um mês, tendo Manuel Machado respondido que o presidente da UF já estava informado por despacho. Acontece que até hoje a UF de Souselas e Botão não recebeu nenhum despacho sobre esta matéria. Na Reunião de Câmara de 9 de novembro a vereadora Ana Bastos voltou a questionar o executivo socialista sobre esta matéria e mais uma vez não houve qualquer resposta concreta.


Quando questionado o Gabinete de Apoio às Freguesias, a informação é que terá sido o próprio presidente da autarquia a impor a eliminação do passeio e a sua substituição por uma valeta espraiada, à revelia do proposto pela UF de Souselas e Botão e da vontade da sua população, e sem adiantar qualquer fundamentação para esta mudança.


No intradorso de uma curva frontal a uma habitação e onde circulam diariamente crianças a caminho da escola e munícipes no acesso aos transportes públicos em Sargento-de-Mor, o Somos Coimbra entende que é incompreensível atrasar durante anos um processo para impor uma alteração que piora a obra, sobretudo em termos de segurança rodoviária.


O Somos Coimbra esperava ainda, que à imagem do que já aconteceu em Cernache, a CMC não só aprovasse de imediato o projeto, como permitisse a sua execução de uma só assentada, evitando que as crianças tenham de esperar mais um ano para poderem dispor de um passeio contínuo até à escola. Quanto tempo mais vai ser preciso esperar?