Intervenção de 2018: Coimbra não tem uma política estruturada para a preservação da Qualidade do Ar


Intervenção da vereadora Ana Bastos em Reunião de Câmara de 2018 sobre o parque verde da Casa do Sal

Mas o mesmo se passa com a ‘Qualidade do Ar em Coimbra’, já que Coimbra não tem uma política estruturada para a preservação da ‘Qualidade do Ar’. Coimbra dispõe de duas estações de monitorização da qualidade do ar em meio urbano, uma situada na Avª Fernão de Magalhães e outra no Instituto Geofísico. Ambas são antigas e obsoletas, pelo que entre os períodos de inatividade, de calibração deficiente e as múltiplas falhas que apresentam no registo de alguns dos indicadores, verifica-se que, designadamente na Estação da FM, o nível de eficiência é extremamente baixo. A título de exemplo, em 2016, na estação da Fernão de Magalhães, dos 8 indicadores habitualmente monitorizados, apenas o dióxido de azoto e as partículas inaláveis de diâmetro inferior a 10 micrómetros (µm), as designadas PM10, são registadas com um nível de eficiência de 30 e de 9%, respetivamente. Os restantes indicadores não são simplesmente medidos apesar da sua monitorização ser obrigatória por lei!


O Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro, que transpõe para a ordem jurídica nacional a Diretiva 2008/50/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de maio, estabelece medidas destinadas a definir e a fixar objetivos relativos à qualidade do ar, com vista a evitar, prevenir ou reduzir os efeitos nocivos para a saúde humana e para o ambiente. Como é assim possível emitir alertas e prevenir mal maiores sempre que ocorrem excedências, se não há medições? Por isso, Sr. Presidente há que exigir à CCDRC a manutenção e eventual substituição dos equipamentos nas estações de Coimbra e agir em conformidade com a lei vigente.


A verdade é que a poluição mata! Por isso mesmo não posso deixar de aqui manifestar a minha total indignação em relação à localização escolhida para o Parque Infantil da Casa do Sal, já que este local representa uma autêntica aberração alergizante, considerando o efeito potenciador da interação poluição-alérgenos. Ao interagir com a poluição automóvel, as plantas polinizam mais cedo, com mais intensidade e os pólenes tornam-se mais agressivos levando a uma resposta inflamatória agravada. Esta é uma das principais razões por que a população nas zonas urbanas sofre cada vez mais cedo e com mais intensidade os sintomas das alergias.


Aquele parque infantil, localizado dentro de um nó rodoviário, que responde a volumes de tráfego diários superiores a 50 mil veículos, agravado pelos fenómenos de pára-arranca, é indiscutivelmente o pior ambiente para localizar um parque infantil, sujeitando as crianças, em idade precoce, a um ambiente extremamente tóxico, com sérios impactes futuros previsíveis no sua saúde. Fica aqui o desafio ao Sr. Presidente para que, com a maior urgência, crie Parques infantis alternativos, localizados em locais aprazíveis e de ambiente saudável, e na sua sequência, mande encerrar o parque da Casa do Sal.

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