CARRIS já adotou medidas de proteção contra o Covid-19. O que esperam os SMTUC?


Exige-se a adoção de medidas urgentes e eficazes para defesa dos motoristas e dos utentes dos SMTUC!


Os SMTUC transportam milhares de pessoas todos os dias pelo que o risco de contágio é enorme e evidente, agora que a cadeia epidemiológica da doença escapou ao controlo devido a múltiplos erros, alguns do governo do país, que a seu tempo serão debatidos.

Os motoristas dos transportes públicos não têm escolha e têm de assegurar o serviço, pelo que diariamente ficam expostos ao risco. Esperam com grande ansiedade pela adoção de medidas especificas.


As medidas tomadas, como a desinfeção diária dos autocarros, que integram o plano de contingência dos SMTUC (http://www.smtuc.pt/novidades/alteracao-de-horarios-e-plano-de-contingencia-covid-19/), são manifestamente insuficientes para travar a propagação da doença e defender os trabalhadores municipais. A desinfecção diária dos autocarros com um aspersor manual é essencial. Porém, a limpeza diária, ainda que necessária, é insuficiente, depois de passarem centenas de pessoas, potenciais transmissoras, dentro de cada autocarro. Os doseadores de desinfetante são, por vezes, defeituosos e ficam rapidamente vazios.


A CARRIS, em Lisboa, reforçou as medidas de proteção e defesa dos seus motoristas. Para além do reforço do protocolo de limpeza, distribuiu kits individuais (lenços de papel, máscaras e toalhetes, etc.), suspendeu a venda de bilhetes a bordo por tempo indeterminado, limitou a entrada de passageiros exclusivamente à porta traseira do autocarro (com regras cívicas para sair e entrar), passando a validação da viagem a ser facultativa, e colocou uma barreira que impede o acesso aos motoristas. Os autocarros param obrigatoriamente em todas as paragens, independentemente de existirem passageiros que pretendam sair, ou entrar, dispensando assim os utilizadores de acionarem o botão de paragem.


Importa fazer em Coimbra o que se faz já em Lisboa. Em caso de suspeita do autocarro transportar um passageiro com sintomas de coronavírus, o motorista deverá regressar de imediato à base para ser imediata e devidamente desinfectado. Todos os motoristas, antes de entrarem nas instalações, deverão ser sujeitos ao controlo da temperatura corporal.

Nesta fase importa manter a tranquilidade e transmitir confiança às pessoas que têm de utilizar o sistema de transportes coletivos, o que apenas se consegue com medidas eficazes e seguras. Mas é também a altura de defender aqueles que, por missão, asseguram o normal funcionamento da cidade e da vida coletiva. Exige-se a adoção de medidas urgentes e eficazes.


Somos Coimbra, 15 de março de 2020