7 Propostas para a resolução do problema dos animais errantes em Coimbra


O Somos Coimbra promoveu, no dia 8 de fevereiro, a tertúlia “Animais silvestres e assilvestrados em meio urbano”, com a moderação da médica veterinária Inês Cabral e a participação das associações Gatos Urbanos, AGIR e SourePatas e do Movimento de Proteção às Matilhas de Coimbra. A sessão foi bastante participada, com muitos contributos por parte da assistência. O Somos Coimbra agradece o nobre trabalho feito por estas entidades e outras associações em prol dos animais e da saúde pública de Coimbra.


Calcula-se que, só em Coimbra, haja cerca de 20-25 mil animais na rua, entre cães e gatos, com várias matilhas de cães identificadas, cujo número tende a aumentar! É excessivo.

O principal problema, em Portugal e em Coimbra, é a falta de uma acção concertada de esterilização de animais, gerando ninhadas indesejadas e alimentando o ciclo vicioso de abandono e de excedente de animais nos CROs e nas associações. É impossível arranjar famílias em número suficiente para adoptarem tantos animais, como também não é possível aumentar indefinidamente a dimensão dos CROs. Recordamos que, mesmo quando os Canis estão cheios, compete aos municípios a captura e alojamento dos animais errantes sinalizados, podendo recorrer a espaços em instituições para animais.


Lamentavelmente, em Coimbra, como em Portugal, estamos numa estratégia, ou falta dela, que é como tirar água de um barco furado. Porém, a Holanda mostrou como se faz e resolveu completamente o problema, sem eutanásias e sem construir mais CROs. Será altura de reproduzir em Portugal as medidas de quem fez e resolveu bem esta questão.

A Câmara de Coimbra tem-se revelado confrangedoramente incapaz, impotente e desinteressada de resolver o problemas dos animais errantes, desaproveitando os meios legais ao seu dispor e não contratando os recursos humanos especializados de que necessita, que vão muito além de mais veterinários, nomeadamente tratadores.


A Câmara tem a felicidade de ter várias associações de animais a trabalhar no terreno, com voluntários conhecedores e dedicados, mas não as aproveita e nem sequer agradece! Se não fosse o trabalho destas associações, a situação dos animais silvestres e assilvestrados em Coimbra seria muitíssimo pior!


Contrariamente ao que acontece em Coimbra, foram reportados os casos de Soure, com a Sourepatas, e de Miranda do Corvo, com a associação Corvo, em que as associações têm protocolos com as respectivas Câmaras, o que lhes permite ajudar os municípios na realização de um trabalho mais abrangente e eficaz na resposta aos animais errantes.

As Câmaras de Soure e de Miranda do Corvo compreenderam como é positivo o trabalho conjunto com as associações, mas a maioria PS-PCP que governa a Câmara de Coimbra parece ser particularmente acasmurrada e de compreensão lenta.


Segundo os presentes, as dificuldades que têm em chegar aos responsáveis do município são incompreensíveis, o que as impossibilita de realizar um trabalho mais eficaz na resposta ao socorro e resgate animal. O canil de Coimbra está cheio e sem estratégia proficiente, as associações estão no limite e daqui a um mês vão nascer centenas de ninhadas.


Como conclusões da tertúlia realizada, o movimento Somos Coimbra propõe que a Câmara assuma integralmente as suas responsabilidades e implemente as seguintes medidas:


  1. Identificação e caracterização de todas as colónias de animais silvestres do concelho.

  2. Acções de consciencialização permanentes da população.

  3. Oficialização de protocolos de colaboração com as associações de animais do concelho.

  4. Chipagem, em nome da Câmara, e esterilização sistemática e controlada dos animais silvestres. Os animais de rua vivem cerca de 3 anos, pelo que, com um programa sério de esterilização, o problema resolve-se rapidamente! A Câmara só fez 41 CEDs em 2018!

  5. Fiscalização mais activa do cumprimento da Lei relativamente aos detentores de animais de companhia.

  6. Apoio à esterilização e vacinação de animais de companhia de famílias carenciadas.

  7. Perante uma lei errada e discriminatória, assumir uma posição pioneira e desencadear uma campanha CED para as cadelas errantes das matilhas que existem no concelho.


Para quem afirma que o movimento Somos Coimbra não apresenta propostas, ficam aqui mais 7 propostas. Esperemos que a maioria PS-PCP que governa a Câmara de Coimbra não esteja contra estas propostas construtivas e coerentes, que, se fossem implementadas, resolveriam definitivamente o problema dos animais errantes em Coimbra.

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