Somos Coimbra propõe soluções alternativas para supressão de Passagens de Nível na Linha do Norte

Posição do Somos Coimbra sobre a proposta de desnivelamento de 5 Passagens de Nível (PN) na Linha do Norte, apresentada na Reunião de Câmara de 6 de setembro de 2021



É com agrado que vemos o avanço, apesar de lento, deste processo, que caminha no sentido de serem eliminadas todas as passagens de nível para peões na Linha do Norte, substituindo-as por passagens desniveladas.


O Somos Coimbra concorda com a generalidade das propostas de soluções apresentadas para o desnivelamento das 5 passagens de nível em análise e regozijamo-nos com o facto de terem sido seguidas, por parte dos serviços técnicos da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), as sugestões apresentadas pelo Somos Coimbra para a passagem ao PN 223+110 (Ponte de Vilela).

Esta passagem superior para peões deve ser provida não só de escadas, mas também de rampas ou meio mecânico para responder às necessidades das pessoas de mobilidade reduzida. Deve contudo esta Câmara Municipal exigir à Infraestruturas de Portugal que a obra seja executada na integra e numa só fase, não só por respeito ao Regime das Acessibilidades, mas também para garantir que a mesma será executada. Para isso deve a CMC apoiar as IP na aquisição/disponibilização dos terrenos necessários à sua implantação.


Finalmente, e pelo facto de não ser feita qualquer referência ao assunto na informação técnica, importa perceber a razão pela qual esta lista de intervenções “deixa cair” a resolução do problema da PN 420+436 (Adémia), nos termos apresentados e aprovados na reunião de câmara de 22/2/2021. Embora essa intervenção não tenha sido contemplada no protocolo de 2005, é certo que esta travessia e a da Ponte de Vilela são seguramente as mais perigosas e onde urge intervir.


É importante relembrar que, só nos últimos 5 anos, se perderam 3 vidas nessa passagem de nível. Consideramos que, face aos volumes de tráfego aí registados, a construção da variante nos termos previstos no PDM é a única solução que permite salvaguardar a fluidez e segurança do tráfego, ao mesmo tempo que permite proteger aquele núcleo urbano do tráfego de atravessamento.


Assim, importa que a CMC exija à IP a resolução do problema desta passagem, através de uma solução adequada, funcional e segura, e que responda às expectativas e necessidades da população local.