Há espaço para candidaturas independentes em Coimbra?



Sim, em todas as autarquias, mas particularmente em Coimbra.

Não estará longe da unanimidade a percepção que Coimbra tem vindo a perder espaço, protagonismo, importância, capacidade e voz no panorama geográfico e político nacional.

Basta olhar para a forma como outras cidades, como Guimarães, Braga e Viseu, por exemplo, recuperaram e revitalizaram o seu centro histórico, ao mesmo tempo que se desenvolveram comercial e industrialmente, enquanto o Centro Histórico de Coimbra jaz quase morto e apodrece. Diferenças: enquanto Guimarães foi Capital Europeia da Cultura em 2012, com um orçamento condigno, Coimbra aceitou ser Capital Nacional da Cultura em 2003 com um orçamento de migalhas...

A queda da equipa de futebol da Académica para a segunda liga é o espelho da cidade, também ela a cair para a segunda liga das cidades portuguesas.

Por isso o CHUC perde financiamento e capacidade de investimento, não obstante todo o marketing, e, entre os grandes hospitais nacionais e apesar de ser o maior, é o que tem, de longe, o capital estatutário mais baixo. Por exemplo, o Centro Hospitalar Barreiro Montijo tem um capital estatutário de 99 milhões de euros, enquanto o CHUC tem somente 71 milhões. O Centro Hospitalar de Setúbal tem 209 e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (Sta Maria) tem 256 milhões de euros. Na Saúde, Coimbra também vai perdendo lugares no ranking, mesmo tendo, ainda, mais ‘Centros de Referência’, à custa do esforço e dedicação dos seus profissionais, a maioria dos quais em exaustão.

Não podemos continuar a consentir que Coimbra seja a única cidade do mundo que tem uma urgência, no Hospital dos Covões, que funciona apenas durante os dias de semana no horário de expediente, prejudicando os habitantes da margem esquerda do Mondego e o próprio Hospital e contribuindo para a tremenda congestão das Urgências dos HUC, com a total impossibilidade dos profissionais prestarem uma boa assistência aos doentes que a ela ocorrem.

Os problemas de Coimbra são múltiplos e estão devidamente identificados. Não há espaço neste texto para os enumerar.

Por isso mesmo, depois da vitória de um candidato independente na invicta cidade do Porto, para além de outros exemplos noutras autarquias, percebe-se em Coimbra o entusiasmo latente perante a perspectiva de poder surgir uma candidatura comprovadamente independente e assertiva, com qualidade e competência, que devolva o orgulho e iniciativa à cidade e que saiba potenciar e desenvolver as suas imensas qualidades e recursos, a nível do ensino, da investigação do património histórico e do turismo, dos serviços, da atracção de investimentos e desenvolvimento industrial, da própria agricultura e, sobretudo, da sua centralidade.

Coimbra é um nome conhecido a nível internacional, como comprovei em múltiplas ocasiões, mas que precisa de se libertar do seu paroquiano umbigo, recuperar e implementar uma estratégia nacional e ser proactiva, inventiva e organizada na criatividade, no desenvolvimento sustentado e na criação de emprego, trabalhando em equipa e aproveitando as sinergias das suas instituições.

Estes objectivos só serão possíveis através de uma iniciativa idónea, independente e determinada que coloque Coimbra acima do jugo, interesses e questiúnculas partidárias.

António Coimbra de Matos, respeitado psiquiatra e psicanalista português, afirmou que “somos um país de medrosos”.

Pois bem, no Concelho de Coimbra há coragem, competência, conhecimento, irreverência e pessoas fantásticas mais do que suficientes para uma, ou mais, candidaturas independentes nas próximas eleições autárquicas.

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