GOP e Orçamento da Câmara Municipal de Coimbra para 2020 rejeitados na Assembleia Municipal

As Grandes Opções do Plano (GOP) e o Orçamento da Câmara Municipal de Coimbra para 2020 foram hoje, 27, rejeitados na Assembleia Municipal de Coimbra


COMUNICADO DO MOVIMENTO SOMOS COIMBRA


Os representantes da esmagadora maioria da população de Coimbra manifestaram hoje, 27, em reunião da Assembleia Municipal a sua vontade de promover o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida do concelho de Coimbra, chumbando os documentos apresentados pelo executivo do Partido Socialista (PS), que não foram objecto de um debate sério e prévio com todas as forças políticas.


Com esta rejeição, cumpriu-se a democracia e demonstrou-se que a maioria dos conimbricenses não aprovam esta governação.


Em tempo de balanço, a meio deste mandato, vale a pena recordar os resultados eleitorais das últimas eleições autárquicas:

  • Dos 127.834 eleitores inscritos no concelho de Coimbra, só votaram 68.330 (cerca de 53%);

  • Mas, mais interessante, é perceber que destes, dos eleitores inscritos que foram às urnas em outubro de 2017, só 24.232 votaram no PS. Ainda que lhes juntemos os 5.670 votantes do PCP (que tem um vereador com pelouro no executivo), restam 38.428 eleitores de Coimbra que foram às urnas dizer que não queriam esta solução de governação para Coimbra, que não queriam este executivo.


Assim, governando o PS legitimamente a Câmara, fá-lo, porém, com os votos de apenas 19% dos eleitores de Coimbra e de apenas 35% dos votantes nas últimas autárquicas.


Por conseguinte, esperava-se que o PS exercesse o seu mandato em diálogo com as restantes forças políticas, que representam a maioria da população, e não que governasse de forma autoritária e prepotente, com absoluto desrespeito pela maioria dos conimbricenses.


Lamentavelmente, desta vez o PS nem sequer com o seu parceiro de coligação dialogou, faltando ao seu compromisso de aumentar as transferências para as freguesias, revelando um patológico centralismo autárquico que contraria frontalmente as afirmações de defesa da descentralização e da regionalização.


Da mesma forma não dialogou atempadamente com o Movimento Somos Coimbra, limitando-se a cumprir uma formalidade legal quando já nada era possível alterar. Nem sequer a proposta de devolução de 1% do IRS, e não apenas os 0,5% propostos pelo PS, foi agendada para discussão em reunião do executivo. Apresentámos ao longo destes dois anos várias dezenas de propostas, mas nenhuma mereceu agendamento para as reuniões da Câmara.


Todavia, o mais negativo destas GOP e deste Orçamento para 2020 é que, mais uma vez, a Câmara Municipal de Coimbra revela a inexistência de uma qualquer estratégia que vise promover o desenvolvimento sustentável de Coimbra, o pior concelho do país na retenção de jovens residentes entre os 25-29 anos, por falta de empregos e de perspetivas.


A esmagadora maioria da população de Coimbra rejeitou as propostas do PS, em razão da sua inaptidão para alterar o triste rumo que Coimbra tem seguido.


O Movimento Somos Coimbra, democrática e construtivamente, chama agora o PS ao diálogo, para que se produzam novas propostas que respondam às necessidades dos munícipes e fomentem o desenvolvimento de que o concelho de Coimbra tanto carece.